Sobre ter filhos.

Eu dou por mim a olhar para os meus filhos, dois personagens tão únicos, tão diferentes, tão extraordinários e penso… como seria o terceiro cromo desta caderneta? e o quarto? e o quinto? quantas destas combinações incríveis de cromossomas poderíamos ser capazes de criar?⁠ ⁠

Mas depois…⁠

Num planeta sobrepopulado, trazer seres humanos para a terra é acreditar e ter esperança? É egoísmo? É altruísmo? ⁠ ⁠

Estamos a ter filhos porque “é o que se faz”? Porque temos úteros ou espermatozóides? ⁠ ⁠ Esta gaiola dourada em que tendemos a criar os nossos filhos vai prepará-los para os reais desafios que vão enfrentar?⁠ ⁠

Temos verdadeira consciência do impacto que os nossos filhos podem vir a causar no planeta, e estamos mesmo dispostos a educá-los para serem parte da solução?⁠

Segundo a @theboss_mumstheboss no “Pára de chatear o teu irmão e deixa a tua irmã em paz” os irmãos pegam-se em média 3,5 vezes por hora. Isto dá uma estimativa de drama a cada 15 minutos. ⁠ ⁠

Partilhar o espaço, a mãe, o pai, os avôs, as avós, os primos, os brinquedos, e acima de tudo o tempo, com alguém que não escolhemos não deve ser fácil. Isto digo eu, filha única. ⁠ ⁠Mas são destes conflitos que vêm os valores, os ensinamentos, as lições.

Se formos verdadeiramente intencionais na nossa parentalidade e entendermos que as famílias, em concreto os irmãos, são escolas brutais para promovermos competências e valores que nos vão ser muito importantes no futuro (a equidade, a justiça, o respeito, a empatia, a compaixão, entre tantas outras) percebemos que de facto podemos fazer a diferença com a educação das nossas crianças.

E convenhamos… o planeta terra e a humanidade precisam como nunca de bons seres humanos!

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