Promover o otimismo nas crianças ;)

Vermos o copo meio cheio ou meio vazio diz alguma coisa sobre a nossa forma de estar na vida. Não que haja uma forma certa ou errada de existirmos, claro.

Mas há seguramente uma forma mais construtiva de encararmos aquilo que nos acontece.

Eu acredito que existe uma relação entre sermos otimistas e sermos resilientes; quando somos otimistas, acreditamos sempre (ou quase sempre) que vamos sair daquela situação com algumas aprendizagens, que teremos novas oportunidades, que podemos sempre recomeçar. Que se nos aplicarmos mais, se nos esforçarmos, conseguimos dar a volta. E quando damos a volta, saímos sempre mais fortes do outro lado.

Então ser otimista é uma escolha? Eu diria que sim… e que não.

A ciência diz-nos que existe uma propensão genética para a depressão, por isso pode dizer-se que existem pessoas com uma capacidade inata para o contentamento e para terem uma perspectiva mais otimista sobre o mundo. Mas também se sabe que 40% da nossa felicidade é intencional e está assente nas escolhas e na forma como escolhemos encarar a vida. Já dizia Jean-Paul Sartre que “a questão não é o que fazem connosco, mas sim o que nós fazemos com o que fazem connosco”.

Por isso é, sim, possível promovermos um mindset mais otimista nas nossas crianças, independentemente da propensão genética para ver o copo meio vazio!

Como?

Trabalhando na gratidão, no esforço próprio, nas escolhas que fazemos. Sabermos que dizermos que não a uma coisa, é dizermos que sim a outra!

Então, cá em casa temos estado a aplicar duas coisas que têm estado a surtir muito efeito:

1 – Diário da gratidão – Já tínhamos tido o frasco da gratidão e o caderno da gratidão, mas não conseguimos incorporá-los como hábito na nossa rotina. Então agora temos estado mesmo a usar um jornal/diário que mostrei nos stories no outro dia, e está a correr super bem. Começa todos os dias com uma frase motivacional simples, e depois a criança tem de preencher as 3 coisas melhores do seu dia, escolher o emoji do dia, e tem mais um exercício tipo escolha múltipla das boas ações que vai variando de dia para dia.

Qual tem sido o nosso truque infalível? Preencher o diário à noite, já na cama, porque nesta altura as crianças estão – de forma geral – mais comunicativas porque tudo o que signifique adiar o sono está ótimo.

2 – Brincar muito e conectarmo-nos através da brincadeira. Nestas brincadeiras, quem lidera são as crianças, e nós vamos ajustando conforme as suas instruções. O que importa é estarem eles/as no controlo. O objectivo é apenas um: ligarmo-nos verdadeiramente aos nossos filhos, e a brincadeira é a ponte perfeita. Importante deixar o telemóvel de lado, e desligar a TV. Aqui em casa, as brincadeiras favoritas com a mãe e pai são sempre brincadeiras mais físicas, de agarrar, puxar, prender, salvar, então acabamos por nos divertir sempre todos no meio deste caos. Estou a preparar conteúdo sobre este tipo de brincadeiras mais físicas e os seus benefícios, by the way!

Brené Brown diz que “O oposto de brincar não é trabalhar. O oposto de brincar é depressão” e por isso brincar é fundamental para trabalharmos este mindset positivo e otimista. Quando uma criança se sente segura e amada, vai conseguir confiar mais, e acreditar mais em si e no seu potencial.

Ser otimista não é estar sempre a ouvir passarinhos a cantar, e ver tudo com lentes cor-de-rosa… nada disso. Os otimistas também têm dias em que não querem sair da cama. Ninguém é 100% uma coisa ou outra, é um espectro, como quase tudo na vida.

Ser otimista é escolher analisar as coisas com uma perspetiva construtiva e assente no esforço próprio. É desenvolver um growth mindset. É responsabilizar-nos pela nossa vida. Se algo não está bem, cabe-me a mim fazer por melhorar esta situação.

Estes são apenas 2 ferramentas que testámos por aqui, mas existem muitas outras formas de trabalharmos este tema junto das crianças, e até de adultos!

O que achas disto? És um/a #otimista ou #pessimista por natureza? E as crianças aí de casa?

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