Expectativas irrealistas sobre as mães

As redes sociais vieram amplificar ainda mais a ideia da SUPER MULHER, linda e elegante, empreendedora de sucesso, com filhos perfeitos – sem ranho, nem nódoas – e casa imaculada, cheia de plantas, mas eu sei e vocês sabem… é mentira.

Ninguém, mulher ou homem, consegue dar conta de tudo sem recorrer a ajuda, a rede de apoio. E isso é normal, é suposto e é ok.

Uma das formas de acabarmos com este mito – sugestão da Robin Long do podcast The Balanced Life – é partilharmos aquilo que NÃO fazemos na nossa vida. Eu achei brilhante!
Vamos acabar com esta ideia de querermos mostrar que temos uma vida imaculada e que damos conta de tudo. Vamos partilhar a realidade. Eu, por exemplo… não sou eu que limpo a minha casa, não passo a ferro, não como sempre comida saudável e – ainda – não tenho treino emocional para conseguir comunicar sempre como gostaria, e autorregular-me. Há dias que só conseguimos focar naquilo que temos mesmo de resolver, tratar, tirar da frente, e fazer o que verdadeiramente importa e aposto que convosco acontece o mesmo. Modo sobrevivência ativado!

E se em vez de colocarmos esta pressão sobre nós, nos dessemos empatia? Self-empathy é algo que o Marshall Rosenber – o pai da Comunicação Não-Violenta – defende como forma de entendermos os nossos sentimentos e os aceitarmos e respeitarmos. É quase como uma higiene emocional. Tal como cuidamos do nosso corpo, também devemos despender de um tempinho para olharmos para dentro, perceber o que estamos a sentir, refletir, entender a origem e darmos um pouco de auto-compaixão. 

Que necessidades temos por atender? Porque é que achamos que temos de dar conta de tudo? Quem foi que nos disse isso? De onde vem essa ideia? Foram as nossas mães, pais, avós? Foi a sociedade? A cultura onde estamos inseridos? 

Vamos tentar discernir: o que é que são mesmo as minhas necessidades e sentimentos e o que é que é o meu ego e a minha culpa a falar. Vamos escutar o nosso corpo, a nossa intuição. É aí que vamos encontrar as respostas que procuramos.

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