Dia Mundial do Brincar

Hoje é o Dia Mundial do Brincar.

Em honra deste dia, acabei de assistir a um webinar com o Prof. Carlos Neto e com o Dr. Hugo Rodrigues sobre “Restaurar a infância através do brincar” e senti que podia partilhar convosco alguns insights que trouxe desta partilha tão interessante:

A pandemia e os confinamentos tiveram um grande impacto na saúde das nossas crianças.

Nos mais pequenos, observa-se, de modo geral, repercussões físicas a nível do aumento de peso – sedentarismo, e da regressão em algumas habilidades motoras. Nos adolescentes, além destas questões mais relacionadas com a saúde física, os especialistas apontam também questões relacionadas com a saúde mental, como o aumento das depressões, comportamentos autolesivos, ansiedade e pensamentos suicidas.

Agora que já estamos a caminhar para uma imunização de grupo, a preocupação de algumas pessoas (docentes e famílias) é para acelerar os processos educativos que ficaram para trás. Propõem a criação de ATLs ou salas de estudo – que vão ocupar os poucos tempos livres das crianças – para recuperar a matéria perdida no período da tele-escola… E isto, na opinião dos especialistas – e na minha também, é perigoso e criminoso. É oposto do que as crianças, depois de um ano e meio de confinamento, precisam.

Trabalhar o cérebro sem mexer e exercitar o corpo não é possível e é contraproducente. É de conhecimento geral que as crianças ativas aprendem melhor… Corpo são, mente sã!

Sabemos a importância que o brincar tem no desenvolvimento cognitivo, motor, emocional, e de socialização e conexão que são fundamentais para que as crianças tenham um desenvolvimento saudável.

É, então, urgente trabalhar-se na tríade ESCOLA/FAMÍLIA/SOCIEDADE de forma a libertarmos as crianças destas expectativas e destes medos que nós, adultos, acarretamos. Como?

  • aproveitar ao máximo os espaços exteriores das escolas
  • proporcionar mais contacto com a Natureza
  • mais tempo e mais espaço para a brincadeira livre
  • promover mais atividades lúdicas e artísticas
  • falar e trabalhar a questão dos medos
  • diminuir o tempo sentado
  • aumentar o trabalho coletivo e participativo
  • promover o sentido crítico e a criatividade
  • fomentar capacidade comunicativa e adaptativa

As nossas crianças vivem amordaçadas a um modelo de ensino que não lhes dá folga. É urgente criarmos um novo conceito de aprendizagem e de vida, de prazer.

Uma das frases que mais gostei de ouvir hoje do Prof. Carlos Neto, foi “é preciso mudar o chip de ‘ensino para o teste’ para ‘ensino para a vida e para a cidadania’” e eu não podia concordar mais.

O que acham deste tema? Quais os maiores desafios que encontraram como pais/mães e/ou docentes neste período?

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