A importância da literatura na formação de feministas

A literatura tem um grande impacto na vida das crianças e adolescentes. Quer lhes chegue pelos próprios olhos ou através de vozes alheias, apresenta-lhes o mundo, estimula a imaginação, impulsiona a curiosidade e a criatividade.

É, por isso, importante oferecer diversidade de temas, de géneros literários, de autores. Textos com vocabulário diversificado, bem construídos, com enredos complexos e personagens estruturadas, não podem faltar. Nem aqueles que questionam os valores patriarcais e que contam histórias de personagens que fogem dos estereótipos. Exemplos de mulheres de força e coragem, de homens sensíveis. Diversidade de culturas. Diversidade de cor. Diversidade. Porque se os livros nos apresentam o mundo, devem apresentar e celebrar a diversidade que este contém.

À primeira vista, os contos de fadas parecem não ter qualquer ligação ao feminismo ou representação da diversidade. Há quem os ponha de parte por completo, ou os reconte numa simples inversão de papéis. Por outro lado, estes contos são fontes de metáforas e impulsionadores do mundo do imaginário. O sentido de um conto assim depende de quem o lê e também difere consoante a fase da vida em que é lido ou ouvido. Acredito que cada um tira de lá o que precisa, de acordo com os seus interesses e necessidades. Os contos de fadas abordam – de forma direta – angústias e desafios existenciais, medos básicos e a necessidade de se sentir visto. Amado. Num formato de obra de arte, através de uma riqueza do enredo, do vocabulário e das metáforas utilizadas, derrotam monstros e constroem algo a partir do nada.

Os contos de fada fazem parte da vida, são passados de geração em geração e podem ser lidos e recontados de várias perspetivas, oferecendo valores e visões de cada personagem sob um novo olhar. É um contar e recontar que desenvolve novas narrativas e que vai aguçar a curiosidade e a imaginação de miúdos (e graúdos).

A literatura tem um grande impacto na vida das crianças e adolescentes. Biografias, ficção, fábulas ou contos de fadas. Diversidade é o que se quer, e qualidade no conteúdo. Afinal, são um fator de crescimento – de sonhos, de empatia, de pensamento.

Artigo escrito por Isabel Peixeiro.

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